Testes de Usabilidade
Para o teste de usabilidade, o grupo usou 3 ferramentas: um Cognitive Walktrough, com um guião de tarefas para o utilizador realizar, uma tabela de registo de dados / comentários do utilizador (através da técnica de Thinking Aloud) e um inquérito final de satisfação do utilizador.
Ao efectuar o teste, foi possível ao grupo identificar 3 problemas de usabilidade na nossa plataforma:
- A posição do formulário de contacto
- A posição do formulário de registo
- A colocação de vídeo nos comentários
Essas foram os aspectos que os utilizadores mais comentaram, mesmo que não se tenham reflectido em cliques ou erros, pois nos dois casos o problema era os utilizadores andarem a procura do modo de efectuar as tarefas, necessitando, no caso do upload de video, do auxílio do grupo.
Em relação ao formulário de contaco, o principal aspecto negativo era o facto de se localizar no fundo da página, no footer. A maior parte dos utilizadores demorava um pouco a encontrá-lo por ter de fazer o scroll ao longo da página.
Já o formulário de registo, o facto de não se localizar no header provoca um pouco de hesitação nos utilizadores, pois é o lugar comum onde estes elementos se encontram.
Estes dois pequenos problemas não são, no entanto, alarmantes, pois não causaram confusão nos utilizadores, como os mesmos apontaram nos inquéritos de satisfação. Apenas são os aspectos que demoram mais a ser encontrados.
Quanto à colocação do vídeo nos comentários, a opção de colocar o url do vídeo, sem precisar do embbed e apenas tendo de “deslinkar” o mesmo revelou-se complicada para os utilizadores. A tentativa de alertar os utilizadores para esse facto com uma tooltip informativa também se revelou pouco eficaz, pois os utilizadores não viam o botão. Esta é uma questão fundamental para o grupo resolver.
Outra das tarefas do questionário que causou alguma dificuldade aos utilizadores testados foi o sistema de legendagem do youtube que é pouco intuitivo e prático. Este, no entanto, não é algo que seja da responsabilidade do grupo, logo não o podemos resolver.
Outro aspecto constatado nos testes está relacionado com as próprias funcionalidades do wordpress. A partir do momento que o utilizador está logado, surge uma barra no topo que permite igualmente pesquisar na plataforma, terminar sessão e editar o perfil.
Assim, três dos cinco utilizadores testados utilizaram essa ferramenta, e não a barra implementada pelo grupo ou os botões de editar perfil e fazer logout. No entanto, pensamos que isto não é um problema, e dá liberdade ao utilizador de utilizar o que for mais intuitivo.
Para completar os elementos utilizados para o teste, e a título de curiosidade, o grupo usou uma ferramente online chamada “ClickTale” (http://www.clicktale.com/), que rastreia diversos elementos num site como o número de cliques, as “heat zones”, ou seja, que são mais clicadas ou onde o mouse passa mais frequentemente, etc.
O grupo fez o registo dos cinco testers e monitorizou as zonas mais clicadas e os locais de passagem do rato, originando os seguintes documentos:
(Obs.: no mapa de cliques há uma zona que está oculta por não apresentar nenhum clique)
Testes de Compatibilidade
Efectuando os testes de compatibilidade entre browsers e concluímos que grande parte dos problemas prendem-se com o não reconhecimento de CSS3 por parte do Internet Explorer. No entanto, não é grave uma vez que tudo está funcional, são pequenos pormenores como fade-ins nos botões ou os cantos dos formulários.
Dois outros problema surgiram recentemente e são esses que prendem agora a atenção do grupo: os comentários recentes, no footer, não estão a respeitar a grelha e ultrapassam o espaço que lhes é destinado, e o botão de pesquisa, a lupa, não está alinhada com o campo de inserção de texto.
Usabilidade e Conteúdos
Para o documentário, os tipos de teste mais importantes são os que representam a eficácia, eficiência e satisfação desde os métodos de transmissão da informação até à apreensão dos conteúdos.
Os testes a realizar ao documentário não podem seguir a tipologia de testes que são utilizados em contexto web., visto que não existe uma interacção directa com os utilizadores, que neste caso são visualizadores que apreendem os conteúdos.
Assim sendo, os 3 atributos principais de especificação e avaliação de usabilidade (eficácia, eficiência e satisfação) assumem os seguintes objectivos:
Eficácia –transmissão da mensagem (conteúdos);
Eficiência – se os conteúdos são apreendidos pelos visualizadores da melhor forma possível;
Satisfação – se o utilizador fica satisfeito com o que visualizou.
Participantes
No contexto audiovisual, quanto maior o número de participantes, mais adequada vai ser a análise dos resultados, possibilitando uma melhor correção dos conteúdos e técnicas de transmissão dos mesmos. Quanto às idades, convém abranger o máximo o nosso público-alvo (dos 18-25 anos).
Contexto
O contexto de utilização poderá ser variado (desktop, dispositivos móveis, portáteis, projeção), ou seja, o ambiente de realização do teste será não controlado.
No caso, será num anfiteatro do departamento23, no anfiteatro 2.
Técnicas de teste
No caso dos testes ao documentário não poderão ser utilizadas técnicas de teste que recorram a interação com o utilizador, como o Cognitive Walktrought ou o Thinking Aloud, utilizados na plataforma.
Assim, os participantes irão ver/ouvir o trecho do documentário.
Técnicas de recolha de dados
Questionário, no qual estão presentes algumas escalas que variam quanto ao tipo de questão. (http://www.scribd.com/fullscreen/567975
Materiais necessários para a realização do teste: anfiteatro, computador, projector, sistema de som e questionário.
Para o sucesso de qualquer projecto / produto é importante submeter o mesmo a um conjunto de testes que averiguem se o mesmo cumpre os objectivos para que foi concebida, qualquer que seja o browser / sistema operativo utilizado ou o utilizador que a ela queira ter acesso.
Na plataforma do Projecto Eurágora vamos realizar os seguintes testes: compatibilidade, segurança, usabilidade e acessibilidade.
Funcionalidade
Os testes de funcionalidade são fundamentais para garantir que a plataforma cumpra todos os objectivos para que foi criada sem erros.
Estes testes foram também sendo executados pelo grupo ao longo do desenvolvimento do projecto, de forma a ir validando os módulos que iam sendo concluídos.
A técnica de teste é, assim, a técnica de regressão: as funcionalidades vão sendo testadas e corrigidas sucessivamente, pondendo voltar a corrigir erros que já haviam sido detectados.
A técnica de recolha de dados a utilizar é a observação e registo directo: as funcionalidades são detectadas e imediatamente registadas para serem depois acrescentadas à calendarização para futura correcção. Serão registadas numa tabela semelhante à usada para o teste de compatibilidade, com a mesma grelha de avaliação de prioridade a usar no teste de compatibilidade (ver m
Conteúdos
Uma vez que os conteúdos primordiais são inseridos pelos utilizadores e os conteúdos inseridos pelo grupo são mínimos, não haverá um teste específico para este parâmetro.
Design
O teste relativo ao design da plataforma deve ser realizado antes da execução da mesma, e assim este ocorreu na entrega da especificação gráfica através de peer review: um especialista da área, no caso, o professor Pedro Amado, que validou o design concebido para a entrega da TP4.
Compatibilidade
Os testes de compatibilidade já têm sido feitos ao longo de todo o desenvolvimento da plataforma web, principalmente nos browsers Firefox e Google Chrome / Rockmelt. Nesta fase é importante verificar com mais atenção algumas pequenas variações que possam ocorrer, nomeadamente a nível do layout da página, assim como testar no brower Safari e nas diferentes versões o Internet Explorer
Para além dos Browsers,o grupo testou também em diferentes sistemas operativos, nomeadamente Windows XP, Vista e 7 e MacOS X Snow Leopard.
O objectivo é verificar a consistência da plataforma nas tecnologias em que será maioritariamente visualizada, garantindo o seu pleno funcionamento.
Notamos que a nível de sistemas operativos, e tendo em conta que as funcionalidades da plataforma são comuns a qualquer outra, não há qualquer diferença no seu uso. Assim, debruçamo-nos apenas na questão dos browsers.
Para a concretização desses testes, utilizaremos a técnica de unit testing com recolha de dados com recurso a uma grelha de registo, em que listamos os parâmetros a ser avaliados em cada browser / SO, aos quais atribuímos um valor de 1 a 3 (em que 1 determina que o aspecto avaliado não está operacional ou com vários problemas; o 2 significa que tem alguns erros importantes a corrigir e 3 que está com um funcionamento totalmente satisfatório, ou com pequenas imperfeições a melhorar). É deixado também um espaço para colocar exactamente que erros / falhas foram encontradas.
Uma vez que a maioria dos problemas encontrados são relativos à formatação das páginas, registamos com mais detalhe os parâmetros de CSS a avaliar.
Este teste será levado a cabo pelo próprio grupo de trabalho.
Segurança
Uma vez que a nossa plataforma terá uma grande componente de participação, é importante que a segurança dos dados dos utilizadores seja assegurada, e que a plataforma demonstre robustez face a ataques à integridade da mesma.
Para isso, vamos também recorrer a unit testing, com dois métodos de recolha de dados.
Em primeiro lugar, vamos seguir também uma tabela de registo a publicar posteriormente em que determinamos scripts a implementar no formulário de contacto, de forma a perceber o comportamento da plataforma face a intrusões de PHP e SQL.
Uma segunda fase consiste não exactamente num teste à nossa plataforma em particular, mas sim numa pesquisa sobre a robustez do próprio CMS, de forma a perceber quais as fragilidades mais comuns do Wordpress e como conferir maior protecção.
Usabilidade
Se os testes de funcionalidade são importantes para que a plataforma funcione para satisfazer os seus objectivos, só os testes de usabilidade garantem que esta os cumpra efectivamente, garantindo a sua eficácia e eficiência e levando à satisfação dos utilizadores.
A plataforma constitui uma espécie de rede social em que a contribuição dos utilizadores é fundamental para o seu dinamismo e crescimento, ou seja, tudo se centra no utilizador: User Centered Design.
Este aspecto reforça ainda mais a importãncia de testar a usabilidade desta vertente do projecto.
Para a realização do teste vamos ter em conta a norma ISO 9241-11 (extend to which a product can be used by specified users to achieve specified goals with effectiveness, efficiency and satisfaction in a specified context of use) que determina 3 atributos principais de especificação e avaliação de usabilidade: a eficácia, a eficiência e a satisfação, mediante um determinado público-alvo e num dado contexto específico.
Participantes
Segundo Virzi (1992) e Nielsen (2000) são apenas necessários 5 utilizadores para detectar 80% dos problemas de usabilidade, assim sendo, será este o número de participantes deste teste, preferencialmente 2 de um sexo, 3 do outro e com idades diferentes, tentando abranger ao máximo o nosso público-alvo (dos 18 aos 25)
Contexto
Tendo em conta que o contexto de utilização do computador e de acesso à plataforma não é particularmente específico, ou seja, pode ser em casa, numa sala de aula, num café, etc., será em ambiente não controlado.
No caso, será numa sala do departamento a definir.
Técnicas de teste
As técnicas de teste serão: Cognitive Walkthrough e Thinking Aloud.
No Cognitive Walktrough pretende-se que o utilizador siga um determinado conjunto de procedimentos definidos pelo grupo posteriormente, de forma a testar os principais módulos / funcionalidades da plataforma.
O guião de tarefas a pedir ao utilizador será posteriormente publicado no blog.
A técnica de Thinking Aloud funcionará como um complemento à técnica anterior. Durante a realização das tarefas, é pedido ao utilizador que exteriorize o que pensa e as dificuldades que encontra, de forma a percebermos quais as tarefas que causam mais perturbação ao utilizador.
Esta técnica pressupõe que o utilizador esteja a falar para algum elemento do grupo de forma a sentir-se mais a vontade a exteriorizar o que pensa, logo a observação processar-se-á de forma directa e participativa.
As técnicas de recolha de dados serão questionários, entregues após a realização dos testes, usando várias escalas que dependem do tipo de questão.
Os materiais necessários para o teste serão apenas: uma sala, um computador, o guião e o questionário.
Acessibilidade
Assim como a usabilidade, é importante aferir a acessibilidade da plataforma de forma a garantir que qualquer utilizador tenha a ela acesso e que consiga que ela desempenhe as funções para as quais foi desenhada.
É importante realçar que, para além das pessoas com necessidades especiais intrínsecas e permanetes (invisuais, daltónicos, etc), qualquer utilizador “comum” pode, em algum momento, apresentar igualmente necessidades especiais derivadas de cansaço, problema visual ou físico momentâneo.
Parâmetros a avaliar
Logo no momento da construção da plataforma, o grupo teve em atenção alguns aspectos fulcrais neste contexto da acessibilidade, nomeadamente:
- a capacidade de leitura a monocromático (preto e branco) para pessoas com dificuldades de leitura das cores;
- a substituição das imagens por texto caso algo ocorra na visualização das mesmas, e assim possível leitura por programas de varrimento;
- o não uso de botões como imagem, que não permitem a funcionalidade anteriormente descrita;
- a possibilidade de aumentar / diminuir o tamanho do texto;
- o fornecimento de um sistema de ajuda com FAQ (Frequently Asked Questions) e com contactos da equipa de desenvolvimento para outras questões;
Para complementar estes cuidados, o grupo vai recorrer a algumas normas específicas e ferramentas automáticas de avaliação da plataforma, conseguindo assim poupar precioso tempo na realização dos testes:
W3C CSS VALIDATION SERVICE (http://jigsaw.w3.org/css-validator/)
Esta ferramenta visa testar a norma CSS Techniques for Web Content Accessibility Guidelines 1.0, fundamental para avaliar mais a fundo algumas das questões visadas acima, como a dos contrastes.
W3C MARKUP VALIDATION SERVICE (http://validator.w3.org/)
Esta ferramenta diz respeito ao HTML da plataforma e às questões da construção, baseando-se na norma HTML Techniques for Web Content Accessibility Guidelines 1.0.
Agendamento dos testes